13 de dezembro de 2010

Uma certa vez confiou cegamente numa pessoa que parecia se importar apenas em te fazer sorrir. Se entregou de corpo e alma a um desconhecido mais que mesmo assim ela entregou a chave da porta do seu coração e disse: É seu, entre e faça o que quiser. Ela acreditou naquelas promessas que tudo seria para sempre. E a partir disso fez com que aquela pessoa se tornasse o seu mundo. Respirava ela, se alimentava dela, simplesmente vivia por ela. Deixou de lado amigos, família e foi viver a sua vida ao lado da pessoa que julgava ser o amor da sua vida.
Saía por aí gritando aos quatro ventos que ela era a pessoa mais feliz do mundo porque havia encontrado a pessoa perfeita. Até que numa manhã acordou e olhou ao redor e essa pessoa havia desaparecido, saiu correndo pela casa gritando desesperadamente por ela e nenhuma resposta se escutou. Depois de algumas horas voltou para casa e ainda insistiu em olhar pela última vez cada canto daquela casa e começou a chorar desesperadamente sem saber como iria viver sem aquele amor daqui para frente. E foi assim nas semanas seguintes, ainda procurava-o na esperança de encontrá-lo e ouvir dizer que fez aquilo só para que ela sentisse saudade. Todas as noites se afogava em lágrimas, se entupia de porcarias não cuidava mais da sua aparência porque não tinha um motivo para ficar linda.
Meses depois ela acorda com os raios de sol batendo em seu rosto, olha em volta e vê que durante um tempo deixou de viver por causa de um amor que hoje nem estava mais ali ao seu lado, parou a sua vida acreditando que isso iria mudar alguma coisa. Determinada naquela manhã começou sua vida do zero. Claro que as lembranças daquele romance não foram apagadas estariam sempre ali mais sem um final feliz. Tomou um banho e cuidou de seus cabelos coisas que não fazia a muito tempo, maquiou-se e colocou um vestido florido olhou-se no espelho e se sentiu a mulher mais linda do mundo. Jogou fora todas as lembranças que a fizeram esquecer do amor que ela tinha por si mesma, fez uma faxina tanto exterior como interior e jurou que nunca mais, mais nunca mais mesmo voltaria a se apaixonar. Voltou a se relacionar com as pessoas que sempre a amaram mais que ela deu as costas por estar cega de amor, e ao contrário do que pensava essas pessoas a receberam de braços aberto e no fim do dia foi dormir se sentindo feliz era como se tivesse completado uma missão em sua vida que julgava impossível e depois de muitas noites em choro nessa noite havia um sorriso nos lábios, um brilho nos olhos que ninguém tiraria dela (...)

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